quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Incolores





Amarelos pastéis na parede
e um verde envelhecido
dá o tom a esses dias
incolores

o jeans nem tão roto e meus vestidos azuis
todos em lançamento, todos em profusão
numa mistura de braços e barras
tentando parecer o que não são

os rostos embaçados e a mesmice da rotina
deterioram aos poucos o meu sorriso
inventando compromissos que
não servem senão
para me fingir de atriz

traço com música os movimentos calados
que queria fazer e não fiz

tudo solto sem espaço
como se eu ficasse perdida no abraço
da menina que fui um dia.


Ouvindo_Com a Ponta dos Dedos_Wado feat. Marcelo Camelo anda Mallu Magalhães

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

#coisas do cotidiano


Uma tristeza me atropela a manhã.
Fria, seca e cortante.
Nada existencial, só um e-mail nada banal que me tirou do sério.

Sem mistério ou misticismo que valha, a fadada carta veio me rememorar de coisas, que bem, já não são tão importantes assim.

Um pedido de desculpas é sinceramente uma vontade de colocar um ponto final no que ficou.
E as vezes os pontos finais são tão imprecisos, que se transformam em reticências.

Parece loucura o que vou dizer, mas mesmo na mais pura forma de perdão, há pudor e há temer. As histórias viram grandes alegorias tolas, palavras que se jogam ao vento tentando resgatar sabe se lá o que.
E me impressiona como nos tornamos tolos, vagos, espaçados e mesquinhos em nossas palavras.
Como nos escondemos de nós mesmos, como nos envergonhamos.
As verdades doem e sempre doerão.
E de que importam as verdades, se elas só são usadas de maneira cruel e fria, sem que sirvam de nada a não ser de remédio para orgulhos feridos?

Os sentimentos permanecem, se apuram, apodrecem e, gosto muito de acreditar que se renovam. Que vez por outra se transformam em outras coisas, mesmo as mais banais.

Portanto, é importante saber que, pedidos de desculpas são como uma estrada de dois lados imediatamente diferentes e tão divergentes que chega a dar dó.
Se não fosse o fato de existir ali um bem querer, mesmo que esculhambado, não poderia sequer ser chamado de desculpas.

E eles vão..
Nos rasgam a alma, deixando um gosto amargo na boca..
Um embolamento na garganta, um desalinho..

Assim que eles nos deixam, ganham asas para serem interpretados em outros quintais, em outras cabeças..

A nos só nos resta a espera demorada e fera do perdão.


Ouvindo_Little Joy_The Next Time Around

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Regra Três

Seguindo na idéia de posts sonoros, gravei esse fim de semana com meu grande amigo Igor Casado, a música: Regra Três de Vinícius de Moraes.

Sempre que nos encontramos, rola um som, e ele é meu grande parceiro nas músicas brazucas. Principalmente nas MPB's nossas de cada dia..

Ficam aqui os agradecimentos a ele e a Srta Juliana, amiga que gravou essa nossa idéia inusitada.

Enjoy!!!








Aos críticos e chatos de plantão, se é que eles visitam isso aqui, eu não sou cantora, é só cantar por cantar, por gostar da música por assim dizer.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nada é mais bonito




Nada é mais bonito - Felipe Tavares


O mundo não é mais bonito, Roma e Paris pra mim é tudo lixo,
Com você tudo era lindo, até aquele velho feio, fraco e triste
Aquele mundo em que eu vivia, você se foi e não existe mais..
Não existe mais...

O amor existe e ele é lindo, mas pra mim ele é só um mito,
Tem a força de uma guerrilha, combatendo seus inimigos
e eu não quero mais cantar, quero você aqui comigo
vou me embora desse bar, não quero o whisk como um amigo

Quero você comigo..
quero você comigo..



Desculpe Italianos e Franceses
Desculpa avô, desculpe amor,
foi dificil ficar calado, depois que ela me deixou
afinal não é todo dia, que perdemos um grande amor
alguém com quem sonhou..
alguém com quem sonhou..

Alguém...
Lararará...



Uma participaçãozinho tosca de minha parte nessa música linda do meu amigo e compositor Felipe Tavares!!



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Deve ser assim..




Existe em mim essa saudade
essa música

que reside assim,
dentro do meu bandolim de coração

existe um amor calado
um credo rasgado
um segredo sussurrado
uma paixão

residem aqui, meu bem
todas essas coisas
e por todas essas coisas
resistirei

enfim,

nas lembranças que me faltam
e na dor que me assalta
quando volto a pensar em ti

resiste em mim..
covarde
uma vontade

uma coisa, que não sei..
deve ser assim.

Ouvindo_Here Comes That Feeling_Brenda Lee --- Delicinha de ouvir!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E no mundo das delícias..



Sigo em frente com mil coisas..
Ora gravando com amigos, ora publicando poesias..
ora devaneando sobre o cotidiano..


Inventando, pra variar!!

Deu na idéia fazer um blog onde eu relatarei minha experiência de ficar 30 dias sem consumir, ou usufruir de algo.


Se quiser dar uma conferida... 30 DIAS SEM...
Corre lá..

O primeiro projeto começa dia 18/09..
Ficarei 30 dias sem consumir carne!!!


Aii que meda!!!


Será que vai dar certo?
Só fazendo pra saber...

Ouvindo_It's raining again_Emmerson Nogueira

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Acotovelam-se




Mentiras, desilusões, acordos, palavrões, todas essas coisas ruins, ficam guardadas dentro da gente. Como bandidos a espreita de um assalto, aguardam silenciosos dentro de nós para virem à tona, nos momentos menos oportunos.

Coisinhas pequenas, meninices, crendices, infantilidades e egoísmo, dão o tom dessa incrível derrocada.
E nós nos rendemos fácil demais, cedo demais.

Presos a nós mesmos, ensimesmados em nossos problemas, não percebemos a pequeneza dessas coisas cotidianas, e ignoramos o fato de que elas podem se tornar gigantes diante desse nosso descaso.
Acreditamos frívolos, no acaso. No velho e bom momento displicente, que nos veda os olhos para essas armadilhas da emoção.
 
E vamos nos entupindo de desculpas, de ressentimentos de mágoas, de ciúmes e de inveja, que só faz acrescentar a caixa de pandora dos desprazeres.
Precisamos nos desprender do banal.
 
Aprender a amar, amar a nós mesmos em primeiro lugar. Pois um ser que não se ama, não consegue doar-se para outro, nem que queira. Precisamos de momentos de prazeres simples, como a contemplação do silêncio, diante dessa nossa vida tão ruidosa, me parece algo bem possível e fácil de realizar.

Desapeguemo-nos das mazelas do mundo, minha gente!
Pois delas há muita gente para cuidar. 



Ouvindo_Eartha Kitt - Mink, Schmink

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Café On the Rocks



Povo que me lê,

Vos suplico nessa carta que,  não me abandonem nesta jornada cibernética...
É com muito orgulho que vos digo que estou a participar de um blog.
Vá pegando o gelo e o café..
Sim, sim..essa mistura maluca, deu no Café On the Rock's..
Blog do meu amigo Ariel Salgado, escritor e curioso, igual a mim e a você, que vivemos nesse mundãoda internet e de fora dela..

Espero que vocês gostem do blog e da parceria que conta ainda com mais três colaboradores.
Por lá, eu faço as vezes de crônista e meto o bedelho em tudo quanto é assunto.


Acessem Café On The Rock's e comentem!!


p.s - do sobra ainda tem um bannerzinho pra vocês clicarem!


Ouvindo_Conversa de Botas Batidas_Los Hermanos

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aqueles dias



 

No carro ela dirige sozinha. A vida vai passando, as coisas vão passando, e os problemas que contornam a cabeça dela não deixam que tenha tempo de apreciar as pessoas na rua como fizera tantas vezes antes.
 

O som do carro em silêncio, demonstrava que nem mesmo a música podia salvar-lhe daquela angústia.
No meio de tanta confusão na cabeça, ela se perde pela segunda vez no percurso. Tenta racionalizar e não entrar em completo desespero, não achar que é a pessoa mais estúpida do mundo, não achar que está pirando. Mais pira.

Miúdas, as lágrimas vão saindo do seu rosto, invadindo óculos, invadindo a alma.   
Ela tenta não perder o controle do carro, pois todo o resto já tinha ido pro brejo.
Imagina que seria perfeito que a cabeça da gente tivesse um botão de desliga. Um piloto automático, um GPS de sentimentos que só levasse a gente pra onde a gente quisesse ir e nada mais.
Enquanto carros voam do seu lado, a história do GPS vai vagando na cabeça dela. Ela que já tinha perdido a cabeça na esquina passada.
Vai imaginando como seria mais fácil, se desse o braço a torcer e comprasse logo uma dessas coisas que te dizem de pronto o destino, que mostram para onde ir, que no primeiro erro já traçam uma nova rota, um novo percurso. Menos problema pra pensar, menos trabalho, menos roubada.

Talvez fosse bom ter um GPS pra ela, pra vida dela. Ela que andava tão fora de controle, tão fora de rumo. Alguém pra recalcular a rota, pra mostrar o caminho, pra mostrar aonde ir.
Parada no semáforo ela só volta a si após uma generosa buzinada do carro de trás. Colocou o braço pra fora, tentando demonstrar que sentia muito. Mas do outro carro não dava pra ver as sobrancelhas levantadas e o sorriso amarelo de quem perde perdão. Mais lágrimas derramadas, agora o drama se unia a situação.

Nessas horas, dava pra sentir até pena de si mesmo. Mas não achou que era cabível àquela hora da tarde, entrar numa dessas.
Rodou mais umas duas quadras até arranjar coragem de perguntar para uma senhora onde, diabos, ela estava. A resposta, que saiu tão doce da boca da velha, pareceu atravessar-lhe o coração como uma faca.
Estava do outro lado da cidade. Olhou em volta.
Nunca tinha visto nada nem parecido com aquele lugar.

Agradeceu e partiu, tentando lembrar-se das “duas à direita, uma a esquerda” que a velha havia indicado. Tá bom pensava, como se isso fosse me levar pra algum lugar.
Mesmo assim seguiu o caminho indicado. Havia uma praça.
Havia ainda sol suficiente para iluminar o lugar e deixar a grama e as árvores ainda mais verdes, crianças corriam por ali, babás, taxistas. Um lugar comum.
Havia também um punhado de flores multi coloridas plantadas no chão, um pequeno lago no meio de tudo, e todas as pessoas ali vivendo, alheias a ela, alheias ao mundo.
Resolveu parar.

Sentou-se sozinha num banco, secou as lágrimas. Observou aquele fim de dia lindo que se apresentava e chegou à conclusão que não precisava coisa nenhuma de um GPS, ela precisava mesmo de estar ali, com ela.

E ainda bem que aquela velha, sabia muito bem do que ela estava precisando. 



Duas à direita, uma a esquerda a velha disse, mas não deu tempo de ouvir ela dizer: “Salve a sua vida”. 



Luciana Landim
 



Ouvindo_Je Cherche Un Homme - Eartha Kitt

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uma moeda e um cara.




Era aquilo ou nada, pensava eu.
O dia não passava e as noites eram curtas demais pra qualquer devaneio tolo.
Eu que já não raciocínava decentemente, ficava entre o dia e a noite, aguentando a morte calada do meu ser.
Foi então que pensei em mudar.
Procurar um lugar novo, conviver com outras pessoas, me embrenhar naquela cidade que me parecia tão grande e desconhecida.Talvez quem sabe cortar o cabelo, colocar um piercing.Mas nenhuma idéia adiantaria de qualquer forma.
A saída pra essas coisas, é mesmo enfrentá-las.

Me joguei na noite.
Em busca de bares vazios e homens sozinhos.
Topei com um cara, sentado num balcão tomando um whisk barato.
Era tudo tão clichê que pensei em me jogar na frente de um carro, assim que saísse dali, mas enquanto eu divagava sobre as possibilidades de morte, ele disse:
"- Ei, tudo bem?"

A voz dele era suficientemente rouca pra me tirar do sério. 
Respondi friamente:

"- Tudo"

Minha cara de poucos amigos não devia alimentar mais nenhum assunto, pensei frívola, enquanto solicitava ao garçom uma cerveja gelada. Mas ele seguiu:

" Tem dias que a gente levanta da cama com uma vontade de sumir.."

Eu respondi em tom de brincadeira:

"Ou com vontade de sumir com alguém"

Ele respondeu sorrindo:

" É.."

Eu, sem perceber soltei a pérola:

" Pior é acordar sem ninguém na cama"

Ele em silêncio, fez que sim com a cabeça e nada disse.
Eu fiquei exatos três segundos, me torturando e confabulando coisas pra consertar aquela besteira, mas ele finalmente falou:

" Bom, por outro lado isso acaba com o problema de ter que sumir com alguém, não é mesmo?"

Fiquei aliviada por não ter que consertar a cagada, mas achei que aquele papo embora intrigante estava muito vazio,quando fui me despedir ele disse:

"Espera, tem uma coisa que eu quero te dar.."

Eu exitei um pouco, mas ele pegou minha mão, e entregou um colar com uma espécie de moeda furada.

Eu ironizei

" Numa noite dessas, você ainda me entrega uma moeda furada?"

Ele me olhando sério, disse apenas que era pra eu usá-la quando estivesse mal ou chateada.Pensei:

" Com tanta coisa acontecendo, porque não usar uma moeda furada no pescoço"

Agradeci e sai de mansinho em busca de um lugar mais animado, e caras menos misteriosos.
Caminhei lentamente em direção a rua, acendendo o último cigarro da carteira.
Quando estava no final da rua, senti uma mão agarrar meu braço e me puxar.
Era o cara do bar, de novo.

Não tive tempo sequer de perguntá-lo.
Quando olhei sua boca já estava na direção da minha.

Uma sensação estranha circundava meu pescoço.
Era como se estivesse tomando uma dose cavalar de energia instantânea.
O beijo dele ia atravessando meu corpo, provando arrepios.
E por mais que estivesse num momento mágico, senti uma vontade gritante de dar risada.
Enterrompi o beijo e entre risadas, perguntei:

"O que foi isso?"


Ele chegou perto do meu rosto, deixando suavemente sua barba roçar na minha bochecha e disse:

" Mistérios são para idiotas"

Me beijou uma segunda vez, agora com a mão esparramada nas minhas costas me apertando contra ele e saiu.

Aquilo parecia um sonho, um daqueles sonhos bons que acabam rápido.
Resolvi continuar meu caminho, brincando, sem perceber, com a moeda furada por entre os dedos.




Os dias passaram, e aquilo não lhe saia da cabeça.
O beijo, o cara, o que ele tinha dito.
Se mistérios são para idiotas, porque ele mesmo fazia tanto mistério.
Será que ele era um grandissíssimo espécime do Home Erectus Idiotis?


Continua...






Ajude-me a terminar essa história!
Coloque sua sugestão nos comentários!










sábado, 20 de agosto de 2011

Tentativa de me tornar uma aluna




Carta (leia-se e-mail) enviada a Instituição UNINOVE sobre a tentativa de efetuar a minha matrícula...



Bom dia,

Me chamo Luciana, e tenho 25 anos.
Me mudei para São Paulo a cinco anos atrás, vindo atrás do sonho de morar na grande metrópole, na máquina que move o país.
Deixei em Uberlândia (MG), meus pais com o coração na mão, um irmão, minha então faculdade de Comunicação Social, meu carro, meus amigos, para vir até aqui tentar a sorte, arriscar a vida.
Desde então não consegui voltar a estudar.

E antes que vocês parem de ler esse e-mail, é preciso dizer que não, eu não quero estudar de graça.

Simplesmente decidi que era hora de voltar a faculdade, afinal minha idade ainda me permite alguns privilégios desse tipo, e resolvi escolher uma instituição séria e conceituada onde pudesse me desenvolver como Jornalista.
Fiz o vestibular agora, em 10 de agosto depois de muito procurar nas tantas faculdades que existem aí fora, entendendo que a UNINOVE era a melhor escolha.
Falei com amigos, pessoas que estudam lá..enfim, procurei me informar ao máximo sobre a instituição, iludida que, no momento que eu desce o primeiro passo as coisas iriam se ajeitar.

Qual não foi a minha surpresa ao solicitar em minha cidade natal, o meu histórico escolar do ensino médio.
Sabem como é a vida no interior, não é mesmo?
Eles não andam às pressas como nós, fazem tudo com prazos longos e com uma paciência quase budista.

Logo, minha documentação não estaria completa para fazer a matrícula a tempo.
Resolvi entrar em contato com a UNINOVE a fim de pelo menos, explicar o problema e ouvir uma solução viável, plausível.

Minha primeira tentativa foi pelo chat.
O NÃO veio tão depressa, que nem tive tempo de digitar o “Obrigada”.
Fiquei engasgada com a atendente me dizendo claramente, mesmo depois de explicar minha situação, que não havia nada a ser feito.

Era assim, ou nada.
Com histórico uma aluna, sem histórico uma “Zé Ninguém”.

Mas dizem por aí, que brasileiro, não desiste nunca.
E eu que sou uma das adeptas dessa infame sentença, resolvi ligar, pois quem sabe ouvindo minha voz de súplica, alguém me desse um norte, um destino.
Tão rápido quanto o do chat, o NÃO veio rasante, rasteiro.. Derrubando mais uma vez as minhas expectativas de conseguir me matricular em uma faculdade.

E veja, uma estudante como tantas outras, querendo apenas o direito de poder se matricular em um curso, parece simples não?
A primeira mensalidade já em mãos. O valor da matrícula, contado na carteira aguardando o momento de entregá-lo a boa alma que iria me atender sorridente, como que me prestigiando por um ato de bravura tão grande como esse, de voltar a estudar.

Não, foi sempre a resposta.
A resposta clara seca e sem rodeios de todos que me atenderam até agora.
Pelo que sei, as matrículas se encerram hoje.
E por isso destilei aqui nessas linhas, meu desespero, meu inconformismo.
Quem sabe se essas linhas serão lidas?
Quem sabe se sequer chegarão as mãos de alguém com decência suficiente para entrar em contato comigo e tentar de maneira humana, dar uma resposta melhor que “Não, não é possível”.

O meu histórico de conclusão do ensino médio, existe! Isso posso afirmar.
Afinal, modéstia a parte, alguém sem ensino médio não conseguiria escrever tantas linhas como as que acabei de escrever.
Mas, ele ainda está em Minas, navegando por entre mãos alheias, pães de queijo e cafezinhos.

Espero que entendam por fim, que esta não é uma carta pedindo um favor.
É pedindo simplesmente que seja atendido um ser humano que anseia pelo conhecimento, por voltar a estudar.



Ouvindo_Gilberto Gil _ Andar com Fé

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Busca



Busca eterna por ser
por sentir
por viver

Busca incessante
torturante, cortante
tanto mais
tanto querer

busca que começa no
detalhe pequeno
pelo..
termina no pé grão

busca, busca
busca..
encontra e não vê

a eterna procura do ser

Ouvindo_Chico Buarque_Querido Diário

sábado, 23 de julho de 2011

Aos amigos distantes...



Vamos fazer o seguinte?
Conte até 20..espere um pouco e leia até o final..

Não, não é um pedido de desculpas..
é só uma reflexão acerca da vida..

Talvez tenhamos nos afastado por bobagem,
talvez as palavras que não foram ditas, foram piores que as não ditas

Mas, ei..
Espera, não vá ainda..

É sério..

Porque mantermos a distância?
Porque não nos tratarmos com civilidade..
com amizade!
Porque jogarmos fora todos os bons momentos que passamos
apenas porque nossas vidas
já não percorrem a mesma história?

Todos nós pecamos no excesso..
excesso de amor, de cuidado, de medo...de afastamento
pecamos por não sermos verdadeiros conosco e com os outros..
pecamos por não termos coragem de machucar o outro..
mesmo isso significando uma dor imensa..

Vamos fazer o seguinte,
esqueçamos as mágoas, deixemos como águas passadas..
deixemos que a dor vá embora..
deixemos a correnteza da vida levar as velhas tristezas

Quem disse que não pode ser simples?
Não estou pedindo porém que sejas falso consigo..
nem que finjas que nada aconteceu..

Só peço um cadiquinho assim de tempo pra ler..
o que tenho pra te dizer!

Agora vai, toma este texto pra você..
que não fala mais comigo,
que às vezes sente saudade..
que por vezes me odiou e
amou tantas outras vezes
você que já chorou por minha causa..
e já me fez chorar..
aqui, peço perdão..
e perdoo..

As suas e as minhas falhas..

vamos deixar pra lá..
viver nossas vidas com menos peso
mais alegria, porque não?

Pode ser divertido? Não acha?



Ouvindo_O quereres_Caetano Veloso e Maria Gadú

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um vlog aí..


Pessoal, outra empreitada em que estou me embranhando..
Vlog..poisé..


Vlog de Menina 

Uma prévia no vídeo abaixo:

Vlog de Menina– 2 ° episódio

A internet precisa esquecer..




A que bom seria, se depois do click mal dado, do curtir mal interpretado fosse possível voltar no tempo e desfazer aquelas coisas das quais a gente se arrepende amargamente.
Antigamente, a uns dois ou três anos atrás, a gente tinha sempre aqueles cambalachos homéricos dos famosos “Orkut de bêbado”. Passado ingrato!
E os depoimentos aceitos, que não eram pra ser aceitos e causavam a alegria de toda uma prole desocupada que ria infame das balburdias tecladas pra ninguém (e todo mundo) ver.
A internet precisa esquecer, precisa.
Precisa esquecer o “Sou Foda”, esquecer que esta é a última oração, pra salvar seu coração.
Tá bom, nem tudo é ruim na internet, mas nem tudo que permanece é bom.
Que bom seria poder postar um comentário com data pra expirar. Ter um blog com data pra acabar, ou mesmo poder decidir quanto duraria uma opinião, uma informação, uma foto divulgada.
Com o crescimento de número de usuários no Brasil e no mundo, o que mais acontece são pisadas na bola catastróficas que acabam sendo disseminadas na internet, e no meio de tanta bobagem, quanto de conteúdo se salva?
Pouco.
Um levantamento feito (toscamente) com sites e blogs diversos, apontam que 75% do conteúdo corresponde a imagens, humor, pornografia, celebridades e notícias diversas.
Ou seja, grande parte do conteúdo publicado nesses nossos dias cibernéticos, não serve pra nada.
E o pouco que nos resta? Serve para que?
De que adianta tanta informação se não usamos nada disso a nosso favor?
Mais ainda há esperança.
E vale a pena pensar e discutir mais sobre isso.
Até que ponto eu quero me lembrar daquela bebedeira de 5 anos atrás que publiquei numa rede social qualquer?
Até que ponto o que eu disse, fiz ou falei na internet, me compromete hoje?
Aonde começam e onde acabam os direitos de um usuário?
Questões a serem pesquisadas e pensadas por você, por mim e por todos nós que gostaríamos de fazer da Word Wide Web um lugar melhor.
Vale o click, não?






Ouvindo_Wake Up_Rage Against the Machine

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mudando de assunto


Pra quem acessa meu blog e gosta das minhas poesias e crônicas..
Conheçam meu novo blog..

o Santa Rima


Lá, me inpiro e recomeço um projeto que a muito estava parado..

Espero que gostem!!!


Ouvindo_Riviera Life_Caro Emerald

domingo, 10 de julho de 2011

Fugindo do passado..


Olhando o passado..
o que foi escrito
o que foi falado..

não nego meu bem..
deixei tudo de lado..

de bandeja
entreguei meu legado
meu coração..
pobre diabo

você até que
não estava errado..

beijou minha face
mudou-se de estado..

saiu ileso..
deixou tudo guardado..

como quem ousa
fugir..
de um
doce pecado..








Ouvindo_Beatles_I should have known better